Gruta de Patamuté

Autor: Acervo Curaçaense

“O Patamuté desenhando a realeza no meio das caatingas. […] Alguém se deparou com uma gruta. Susto! O povo ficou admirado. Aquilo só podia ser obra do divino, coisa do começo dos tempos. Um padre andava fazendo pregação das Santas Missões. Foi lá, viu, se maravilhou. Resolveu fazer o encerramento da missão dentro dela. Levou os fiéis, fez veneração, botou o povo para rezar. No fim botou um cruzeiro dentro dela. Ficou aquele achado a fazer impressão no povo. Os ditos do missionário se grudaram na cabeça das pessoas. Não foi muito apareceu o padre Manoel Félix. Padre de vida boa, seguidor dos exemplos de Jesus. Encantou-se com a gruta. Resolveu botar residência dentro dela. Foi ao coronel do lugar, na intenção de comprar o terreno. Terreno para o Sagrado Coração de Jesus. O coronel não botou dificuldade. O padre, como dizem, fez aguada, para si e para os romeiros que ele queria levar para lá no dia da santidade. Fez casa também. O coronel, vendo aquilo, botou olho gordo, ofereceu dificuldade. Recebeu espraguejamento. O padre não desistiu. Deu início às romarias”.

*Trecho do Livro Caminhos de Curaçá, de Esmeraldo Lopes