Feliciana Maria de Santa Theresa de Jesus

É a fundadora da cidade. É o que sempre ouvimos. Mas na verdade, mesmo pelo título honorífico que lhe foi atribuído, pouco – ou quase nada – sabemos dela.

A prefeitura rendeu-lhe homenagem nos idos de 1951, descerrando placa e inaugurando praça em seu nome, no entanto, não há (ao menos não encontrei), dada a sua importância, nenhum material biográfico acerca da mesma.

João Mattos cita o seu nome no livro Descrição História e Geográfica do Município de Curaçá, em 1926, mas não menciona o termo “fundadora” em nenhum momento.

Nessa importante obra, Mattos registra que ela e o marido, Florêncio dos Santos, eram os proprietários do Sítio Bom Jesus, no Porto do Capim Grosso, d’onde, após a construção da capela, originaram-se as primeiras habitações.

No Livro do Centenário, de 1953, apesar dos autores apresentarem a imagem de Dona Feliciana logo na contracapa, não houve, ao longo das páginas, nenhuma “tentativa de síntese da vida” da figura mais emblemática da nossa história.

A menção ao nome dela aparece no álbum quando falam que Epaminondas Torres, à época, era o “mais próximo descendente” da fundadora, porém sem detalhes.

O que se publicou posteriormente foi apenas uma continuação do mistério.

Esmeraldo Lopes, em Caminhos de Curaçá, em 2000, trouxe uma dúvida sobre a data da aquisição das terras de Feliciana, uma vez que os registros citam da existência de escritura pública de 1809, quando na verdade o documento está datado de 1840, tempos depois da venda da casa ao padre José Antônio de Carvalho e da construção da igreja.

Elson Aquino, lá no início dos anos 2000, na intenção de relembrar os nossos antepassados, publicou a Árvore Genealógica – Família Coelho Aquino e apresentou várias gerações dos Torres, desde Florêncio e Feliciana, que, segundo ele, tiveram dois filhos: Manoel Gonçalves Torres e José Francisco Torres. No entanto, apesar da riqueza de sua pesquisa, ele também não apresentou nenhuma novidade sobre a vida da “dona de Curaçá”.

A jornalista Alinne Torres, em Herdeiras de Feliciana, de 2012, até que ensaiou uma biografia, mas, como ela mesma disse, “o tempo fez esquecer muitos detalhes”.

Quem foi Feliciana?

Leia mais sobre Feliciana aqui:

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