Autor: SOLANGE ESTEVÃO FERNANDES
Na sociedade contemporânea há uma disseminação cada vez maior na disposição dos sistemas de arquivamentos, inovações na simplificação dos fluxos documentais, além da otimização para suprir as demandas de fácil acesso e recuperação da informação. Estas facilitações foram alcançadas pelo impacto positivo da atuação do Arquivista, contudo, seu protagonismo ainda é apagado e inundado por perguntas da sociedade como: “Arquivista”? O que ele faz exatamente?
Embora exista um desconhecimento acerca da atuação da profissão, ao abordarmos sobre a consolidação da imagem desse profissional, ela pode ser datada segundo evidências, desde as antigas civilizações pós-escrita. Autores que retratam sobre o seu surgimento, propõem e se dividem entre os séculos XVI e XVII.
Duranti (1993, p. 9), por exemplo, afirma que, “Os primeiros elementos da doutrina arquivística (archival doctrine) podem ser encontrados no último volume da obra monumental de Dom Jean Mabbilon sobre diplomática, publicada em 1681”. A profissão no entanto, teve seu desenvolvimento e suas diretrizes regularizadas oficialmente a partir do século XVI. Sendo este, um marco histórico que trouxe um longo caminho para a profissão em direção ao reconhecimento e valorização atual. No Brasil, a profissão de Arquivista foi regulamentada pela Lei n° 6.546, de 04 de julho de 1978, que confere o exercício aos diplomados no Brasil por curso superior de Arquivologia, sendo este o responsável pelo planejamento, organização e direção de serviços de Arquivo. O Arquivista também atua na gestão documental classificando, codificando, descrevendo, registrando os documentos de arquivo; elaborando suas tabelas de temporalidade; estabelecendo critérios para guarda e descarte de documentos de arquivo; elaborando plano de classificação e estabelecendo plano de destinação de documentos; avaliando e ordenando a documentação; fazendo a gestão dos depósitos de armazenamento; identificando a produção e o fluxo documental; implantando procedimentos de arquivo, além de produzir normas e procedimentos técnicos relativas à sua área de formação e conhecimento. Atuantes no âmbito público e privado, proporcionam agilidade, acesso e facilitam as tomadas de decisões no dia a dia dentro das instituições, sendo cada vez mais requisitados e essenciais, desburocratizam e proporcionam transparência nos processos documentais. O século XXI trouxe a ascensão do Arquivista e seu futuro caminha para o reconhecimento social, além de manter suas atribuições precursoras como guardião, preservador e difusor da cultura e memória, destaca-se ainda pelo seu exercício atemporal determinado a resgatar e preservar o passado, além de contribuir e construir o novo futuro da sociedade, trazendo à tona sua importância, para não mais esquecer o que é, e o que faz o Arquivista.